terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Indicados ao Oscar 2012



Fonte: Cinema em Cena

Saiu hoje a lista dos indicados ao Oscar 2012 que acontecerá dia 26 de fevereiro. Os mais indicados foram O Artista e A Invenção de Hugo Cabret com 10 e 11 indicações respectivamente. E as surpresas foram Cavalo de Guerra concorrer ao prêmio de melhor filme e As Aventuras de Tintim ficar fora da disputa de melhor animação.

Só pra não fugir do costume, a imensa maioria dos filmes ainda não estreou aqui no Brasil. De qualquer forma deixei o link para os filmes que já tiverama crítica publicada nesse blog.

Confira a lista completa abaixo:


FILME
O Artista - Thomas Langmann

Os Descendentes - Jim Burke, Alexander Payne e Jim Taylor

Tão Forte e Tão Perto - Scott Rudin

Histórias Cruzadas - Brunson Green, Chris Columbus e Michael Barnathan

A Invenção de Hugo Cabret - Graham King e Martin Scorsese

Meia-Noite em Paris - Letty Aronson e Stephen Tenenbaum

O Homem que Mudou o Jogo - Michael De Luca, Rachael Horovitz e Brad Pitt

A Árvore da Vida - Indicados a serem determinados

Cavalo de Guerra - Steven Spielberg e Kathleen Kennedy


DIRETOR
Terence Mallick por A Árvore da Vida

Martin Scorsese por A Invenção de Hugo Cabret

Woody Allen por Meia-Noite em Paris

Michel Hazanavicius por O Artista

Alexander Payne por Os Descendentes


ATOR
Demián Bichir por A Better Life

Gary Oldman por O Espião que Sabia Demais

George Clooney por Os Descendentes

Jean Dujardin por O Artista

Brad Pitt por O Homem que Mudou o Jogo


ATRIZ
Viola Davis por Histórias Cruzadas

Glenn Close por Albert Nobbs

Rooney Mara por Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres

Meryl Streep por A Dama de Ferro

Michelle Williams por Sete Dias com Marilyn


ATOR COADJUVANTE
Max Von Sydow por Tão Forte e Tão Perto

Christopher Plummer por Beginners

Kenneth Branagh por Sete Dias com Marilyn

Nick Nolte por Guerreiro

Jonah Hill por O Homem que Mudou o Jogo


ATRIZ COADJUVANTE
Berenice Bejo por O Artista

Jessica Chastain por Histórias Cruzadas

Melissa McCarthy por Missão Madrinha de Casamento

Janet McTeer por Albert Nobbs

Octavia Spencer por Histórias Cruzadas


ROTEIRO ADAPTADO
Os Descendentes - Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash

A Invenção de Hugo Cabret - John Logan

Tudo Pelo Poder - George Clooney & Grant Heslov e Beau Willimon

O Homem que Mudou o Jogo - Steven Zaillian e Aaron Sorkin, história de Stan Chervin

O Espião que Sabia Demais - Bridget O'Connor & Peter Straughan


ROTEIRO ORIGINAL
O Artista - Michel Hazanavicius

Missão Madrinha de Casamento - Annie Mumolo & Kristen Wiig

Margin Call: O Dia Antes do Fim - J.C. Chandor

Meia-Noite em Paris - Woody Allen

A Separação - Asghar Farhadi


ANIMAÇÃO
Um Gato em Paris - Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli

Chico & Rita - Fernando Trueba e Javier Mariscal

Kung Fu Panda 2 - Jennifer Yuh Nelson

Gato de Botas - Chris Miller

Rango - Gore Verbinski


FILME ESTRANGEIRO
Bullhead (Bélgica) - Michael R. Roskam

Monsieur Lazhar (Canadá) - Philippe Falardeau

A Separação (Irã) - Asghar Farhadi


Footnote (Israel) - Joseph Cedar

In Darkness (Polônia) - Agnieszka Holland


FOTOGRAFIA
O Artista - Guillaume Schiffman

Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - Jeff Cronenweth

A Invenção de Hugo Cabret - Robert Richardson

A Árvore da Vida - Emmanuel Lubezki

Cavalo de Guerra - Janusz Kaminski


DIREÇÃO DE ARTE
O Artista - Laurence Bennett (Design de Produção) e Robert Gould (Decoração de Set)

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 - Stuart Craig (Design de Produção) e Stephenie McMillan (Decoração de Set)

A Invenção de Hugo Cabret - Dante Ferretti (Design de Produção) e Francesca Lo Schiavo (Decoração de Set)

Cavalo de Guerra - Rick Carter (Design de Produção) e Lee Sandales (Decoração de Set)

Meia Noite em Paris - Anne Seibel (Design de Produção) e Hélène Dubreuil (Decoração de Set)


FIGURINO
Anônimo - Lisy Christl

O Artista - Mark Bridges

A Invenção de Hugo Cabret - Sandy Powell

Jane Eyre - Michael O'Connor

W.E. - Arianne Phillips


DOCUMENTÁRIO
Hell and Back Again - Danfung Dennis e Mike Lerner

If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front - Marshall Curry e Sam Cullman

Paradise Lost 3: Purgatory - Joe Berlinger e Bruce Sinofsky

Pina - Wim Wenders e Gian-Piero Ringel

Undefeated - TJ Martin, Dan Lindsay e Richard Middlemas


CURTA DOCUMENTÁRIO
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement - Robin Fryday e Gail Dolgin

God is the Bigger Elvis - Rebecca Cammisa e Julie Anderson

Incident in New Baghdad - James Spione

Saving Face - Daniel Junge e Sharmeen Obaid-Chinoy

The Tsunami and the Cherry Blossom - Lucy Walker e Kira Carstensen


MONTAGEM
O Artista - Anne-Sophie Bion e Michel Hazanavicius

Os Descendentes - Kevin Tent

Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - Kirk Baxter and Angus Wall

A Invenção de Hugo Cabret - Thelma Schoonmaker

O Homem que Mudou o Jogo - Christopher Tellefsen


MAQUIAGEM
Albert Nobbs - Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 - Nick Dudman, Amanda Knight e Lisa Tomblin

A Dama de Ferro - Mark Coulier e J. Roy Helland



MÚSICA - TRILHA SONORA ORIGINAL
As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne - John Williams

O Artista - Ludovic Bource

A Invenção de Hugo Cabret - Howard Shore

O Espião que Sabia Demais - Alberto Iglesias

Cavalo de Guerra - John Williams


MÚSICA - CANÇÃO ORIGINAL
"Man or Muppet" de Os Muppets - Letra e música de Bret McKenzie

"Real in Rio" de Rio - Letra de Siedah Garret, música de Sergio Mendes e Carlinhos Brown


CURTA METRAGEM DE ANIMAÇÃO
Dimanche/Sunday - Patrick Doyon

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore - William Joyce e Brandon Oldenburg

La Luna - Enrico Casarosa

A Morning Stroll - Grant Orchard e Sue Goffe

Wild Life - Amanda Forbis e Wendy Tilby


CURTA METRAGEM
Pentecost - Peter McDonald e Eimear O'Kane

Raju - Max Zähle e Stefan Gieren

The Shore - Terry George e Oorlagh George

Time Freak - Andrew Bowler e Gigi Causey

Tuba Atlantic - Hallvar Witzø


MONATEGEM DE SOM
Drive - Lon Bender e Victor Ray Ennis

Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - Ren Klyce

A Invenção de Hugo Cabret - Philip Stockton e Eugene Gearty

Transformers: O Lado Oculto da Lua - Ethan Van der Ryn e Erik Aadahl

Cavalo de Guerra - Richard Hymns e Gary Rydstrom


MIXAGEM DE SOM
Millenium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce e Bo Persson

A Invenção de Hugo Cabret - Tom Fleischman e John Midgley

O Homem que Mudou o Jogo - Deb Adair, Ron Bochar, Dave Giammarco e Ed Novick

Transformers: O Lado Oculto da Lua - Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush e Peter J. Devlin

Cavalo de Guerra - Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson e Stuart Wilson


EFEITOS VISUAIS
Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 2 - Tim Burke, David Vickery, Greg Butler e John Richardson

A Invenção de Hugo Cabret - Rob Legato, Joss Williams, Ben Grossman e Alex Henning

Gigantes de Aço - Erik Nash, John Rosengrant, Dan Taylor e Swen Gillberg

Planeta dos Macacos: A Origem - Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White e Daniel Barrett

Transformers: O Lado Oculto da Lua - Dan Glass, Brad Friedman, Douglas Trumbull e Michael Fink

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sherlock Holmes 2 - O Jogo das Sombras


NOTA: 6


Eu costumo ficar sempre desconfiado de continuações. Poucas vezes elas acontecem pelo potencial artístico e pelo poder de sua história. Na maior parte delas é levado em conta apenas seu potencial comercial, resultando sempre em seqüências onde cada filme lançado é muito pior - ou na melhor das hipóteses uma cópia - de seu antecessor. Há exceções e o Brasil foi palco de uma das melhores com Tropa de Elite 2, mas em geral isso não acontece. E infelizmente esse é o caso de Sherlock Holmes 2 que embora trazendo alguns elementos interessantes, de uma forma geral pouco inova de seu antecessor e repete o fiasco de seu roteiro.

Dirigido novamente por Guy Ritchie, em O Jogo das Sombras, o detetive mais intrigante do mundo tenta deter e capturar seu algoz, o Professor Moriarty, um inimigo tão inteligente quanto Holmes que vem sorrateiramente causando ataques terroristas na França e Alemanha, jogando um país contra o outro afim de causar uma guerra mundial e lucrar com o feito.


O filme conta com um roteiro que não consegue fluir, fazendo pausas constantes para dar espaço a flashbacks das descobertas de Holmes. Esse recurso, muito explorado pelo diretor, se mostra muito ineficaz, uma vez que em tese deveria proporcionar ao espectador o modo como o herói raciocina, acaba se tornando palco para preencher lacunas da narrativa, inserindo elementos até então não vistos (como o caderno vermelho de anotações de Moriarty) e evidenciando quase sempre muita inverossimilhança nos feitos do detetive, sendo nesse caso apoiada por uma edição rápida que dificulta a construção de algumas cenas, especialmente as de ação.

Tem-se o trunfo do design de produção na cenografia de uma Europa às portas do século 20 suja e cinza, mostrando uma face do continente bem diferente das habituais paletas de cores bastante vivas, carregadas de suntuosos jardins e imponentes castelos imperiais. Além disso, os figurinos continuam impecáveis, especialmente os de Holmes que usa diversos disfarces ao longo do tempo. Mas embora o design de produção seja de fato excelente, ele nada traz de inovador em relação à versão de 2009.

O grande mérito de O Jogo das Sombras sem qualquer sombra de dúvida é seu elenco que conta com mais uma atuação impecável de Robert Downey Jr novamente trazendo toda a energia, sagacidade e excentricidade de seu Sherlock Holmes único e nada ancorado no intectual arrogante e sisudo da literatura, com uma boa pitada de humor na sua composição assim como já foi em outras épocas o Jack Sparrow de Johnny Depp (aliás, é um sonho atual ver os dois contracenarem). Jude Law se mostra um pouco mais a vontade com um Watson que deixa de ser tão Sancho Pança e passa a ter um pouco mais de personalidade, se permitindo até a entrega a vícios como a bebida e ao jogo. E assim como em Homem de Ferro 2 com Mickey Rourke, Downey Jr tem novamente a felicidade de estabelecer uma excelente química entre seu personagem e o antagonista da história Moriarty, brilhantemente interpretado por Jared Harris, conferindo sempre um ar imprevisível e assustador num personagem que parece estar o tempo todo acima do bem e do mal.


E dois rivais geniais como esses não poderiam ter um combate melhor do que o encenado numa partida de xadrez, onde sem o disparo de uma bala e sem desferirem um único golpe, proporcionam o momento mais tenso da narrativa, infelizmente destruída por um duelo”telepático” e decepcionante logo em sua sequencia.


Mas ainda pouco criativo, eu sinceramente gostaria muito de ver mais uma sequencia de Sherlock Holmes, pois assistir Downey Jr tão bem no papel vale o sacrifício das demais falhas na produção.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Cavalo de Guerra



NOTA: 6

Tanto em publicidade, como no cinema, existe uma técnica já bem manjada de cativar emoção no público: exibir crianças e animais. A maioria absoluta das pessoas se deixa levar por esses dois personagens, especialmente quando estão numa situação opressora. E às vésperas do Oscar nada melhor do que Steven Spielberg utilizar essas duas figuras nas telas pra já dar as caras entre os prováveis indicados à estatueta dourada.

Numa Inglaterra às portas da Primeira Guerra Mundial, Joey é um cavalo arrematado num desastroso leilão por Mullan, um pobre fazendeiro arrendatário que emprega quase toda sua renda na compra do animal. Obrigado pela mulher a devolvê-lo e recuperar o dinheiro, seu filho Irvine se interpõe e se apropria de Joey, se comprometendo a treiná-lo e colocá-lo para trabalhar na fazenda da família. O laço entre menino e cavalo se estreita, mas quando a guerra estoura, eles são separados e Joey percorre uma longa jornada para reencontrar seu dono.



Não li o livro homônimo de Michael Morpurgo, mas nem foi preciso pra perceber um erro grave na adaptação de Lee Hall que coloca em seu roteiro o que acredito serem todas as histórias vividas por Joey, mostrando todos os exércitos pelos quais passou, a separação de seu dono, um momento onde quase encontra a paz na França etc, etc e etc. Com esse excesso de pequenas histórias tratadas praticamente em episódios por Lee, o roteirista literalmente nos obriga a engolir uma enxurrada de informação e nunca permite que o espectador tenha tempo de se envolver emocionalmente e até mesmo conhecer esse ou aquele personagem, algo tão caro num filme onde causar comoção e lágrimas é seu principal objetivo.

Seu erro também comprometeu todo o trabalho de montagem, obrigada a compilar algo que num livro teríamos dias para absorver numa projeção de pouco mais de duas horas, o que tirou por muito tempo de foco os dois protagonistas da trama: Joey e Irvine. Em alguns momentos esse ou aquele eram totalmente esquecidos, especialmente Irvine que depois de quase uma hora sem sequer ser citado, surge repentinamente já em combate.

Mas se há o erro grave no roteiro e montagem, Spielberg mostra ter aprendido muito com O Resgate do Soldado Ryan e proporciona cenas memoráveis da guerra como a fuzilamento da cavalaria inglesa que sem mostrar um soldado sequer sendo abatido, garante ao público toda a dor da perda. Expressa com maestria e quase humaniza o sofrimento dos cavalos no exército francês que trabalham até morrerem de exaustão. Sem falar na inimaginável cena em que um soldado inglês e um alemão trabalham em equipe para libertar Joey da morte certa em meio a um emaranhado de arame farpado.


E sua fotografia também, numa referência clássica a John Ford, garante quadros belíssimos, como o retorno de Irvine ao lar, tendo sua imagem projetada em silhueta, decorada por um belíssimo pôr-do-sol.

Se tem um conselho que é certo na área das artes é o famoso “menos é mais”. Numa tentativa de provocar toda emoção possível no público, entupindo-o com pequenas e tristes sub-tramas, Spielberg consegue exatamente o oposto: um espectador que sai do cinema quase tão frio quanto entrou, pois não teve tempo de se emocionar. Uma pena, pois a história mostrava  grande potencial para ser um sucesso. Fica pra próxima.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Imortais



NOTA: 1

Ninguém faz sucesso na vida sem correr risco, a história está aí pra provar isso. Mas risco é risco, e do mesmo jeito que pode resultar em sucesso, pode acabar em desastre também. E eu não consigo ver outra coisa a não ser um verdadeiro desastre na direção de Tarsem Singh num dos piores filmes já feitos: Imortais. Ele (Tarsem) que é um excelente diretor de videoclipes (dentre eles um dos melhores, Losing My Religion do R.E.M.) cria na sua segunda tentativa no cinema uma enorme mancha em sua carreira.

Imortais conta a história do rei grego Hipérion que busca um artefato, o Arco de Epiro, capaz de libertar os titãs aprisionados por Zeus e os outros deuses, numa guerra ocorrida antes dos humanos existirem. Com esse exército ele pretende dominar toda a Grécia e destruir todos os deuses olímpicos. Mas para isso ele precisa enfrentar Teseu, um herói que luta para impedi-lo e salvar seu povo.

O filme é uma tentativa frustrada de copiar 300 tanto na sua fotografia, seu próprio roteiro (poucos soldados tentando combater um exército de inimigos) e até mesmo sua direção de arte, e é infeliz em todas elas. Os figurinos chegam a ser cômicos de tão mal concebidos. O elmo de Hipérion e a tentativa de criar um capacete ao estilo Neymar para o deus Apolo dispensam qualquer comentário sobre o assunto.

Assim também é a tentativa de Tarsem em copiar a todo o momento a técnica de slow motion para enfatizar os movimentos de combate em cenas de ação. Usada com maestria, e até certo exagero, por Zack Sneyder em 300, Sucker Punch e em todos os seus filmes, aqui a técnica soa extremamente artificial, especialmente quando os deuses, numa velocidade assustadoramente rápida, combatem os titãs que nem parecem ser inimigos tão relevantes assim. Aliás, a vida inteira achei que os titãs eram gigantes, talvez só Tarsem acredite no oposto. E deuses morrendo? De onde foi tirado isso? E, mesmo se um absurdo desses fosse real, qual o sentido do título Imortais a um filme onde nem mesmo os deuses são? É um trabalho tão ruim que dá momentos até para divagar. Quando o primeiro deus morre fiquei por muito tempo pensando: “Se um mortal quando morre vai pra junto dos deuses, pra onde eles (deuses) vão quando morrem?”

E foi triste saber que até um ator excelente como Mickey Rourke é decepcionante, vivendo um Hipérion totalmente caricato à figura do vilão que só mata e destrói tudo, chegando a parecer  burrice, uma vez que ele destrói o mundo que quer dominar.

Além disso, Imortais conta com um roteiro tão fraco (assinado pelos irmãos Charles e Vlas Parlapadines) que precisa inventar situações para ter continuidade. A cena onde Teseu encontra o Arco de Epiro plantado na tumba de sua mãe é ridícula de tão forçada. Fora os acontecimentos que se concluem sem nenhuma explicação, como o filme se iniciar com todos falando grego e de repente falarem inglês, ou as videntes que Hipérion tanto procurava “aparecerem” de uma hora pra outra sobre seu domínio.

Imortais é um conjunto de tanta baboseira que dá até vontade de contar toda a história aqui pra ninguém perder tempo assistindo. Mas temos que preservar o livre arbítrio. Porém, fica a dica: o trailer é muito mais emocionante (e gratuito) do que as duas longas horas de filme. 

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Amanhecer - Parte 1


NOTA:1

E o pesadelo continua! Não, não estou me referindo a luta entre vampiros e lobisomens, é simplesmente ao fato de saber que ainda teremos mais um filme da “saga” Crepúsculo, aquele triângulo amoroso fabuloso entre um vampiro afeminado, uma garota depressiva e um lobisomem com muito músculo e pouco cérebro. Chega a ser um caso de estudo entender como algo tão ruim, tão depreciativo consiga se tornar um sucesso.

Na primeira parte do último episódio da “saga” (virou moda dividir filmes), Bella (Kristen Stewart) e Edward (Robert Pattinson) enfim se casam e vão passar a lua de mel no Rio de Janeiro. Após sua noite de núpcias, Bella descobre estar grávida de um ser desconhecido e que se desenvolve em tempo recorde, drenando todas as energias da mãe que fica à beira da morte. Os lobisomens, ao saber da notícia decidem matar Bella e o ser que ela carrega no ventre, temendo que este possa se tornar uma ameaça a todos no futuro.

Como sempre, o principal de todos os defeitos da “saga” é seu roteiro extremamente pobre, pouquíssimo imaginativo (chegando a soar estúpido às vezes) e que inventa situações medíocres para prolongar sua história. Vamos por partes. Qual a lógica na cena em que Bella acorda sozinha na casa da lua de mel e encontra o bilhete de Edward que dentre outras coisas diz: “Volto antes de você acordar”? Pra quê o bilhete então?

Stephenie Meyer quando escreveu a “saga” defendeu que seu objetivo era resgatar nos jovens valores como o amor puro e a virgindade, e ela levou bem a sério isso, pois logo após a tão aguardada primeira vez de Bella, a personagem acorda machucada e repleta de hematomas. É...realmente a geração Crepúsculo passará a pensar muito sobre o assunto daqui pra frente. Sem contar no verdadeiro caso de polícia que é essa agressividade de Edward nas núpcias, justificada com algo do tipo “eu avisei que ia ser assim” à sua esposa. Que belo exemplo! Existe Lei Maria da Penha no cinema? Sem contar com a Bella tomando um “milk-shake” sabor sangue que com certeza vai entrar para a história das cenas mais patéticas do cinema. Se eu for citar tudo de ruim do roteiro vou precisar de páginas e mais páginas aqui.

Mas para encerrar essa parte, ano passado quando escrevi sobre Eclipse, discuti sobre um termo que parecia ter sido inventado por Meyer apenas para virar gíria dentre os adolescentes: imprinting (que é basicamente amor a primeira vista), algo que existe no universo dos lobisomens. Esse termo foi apenas citado algumas vezes no filme anterior, mas nesse vem como algo extremamente importante para o andamento da narrativa e consegue estragar de modo injustificável o clímax dessa primeira parte de Amanhecer, no combate entre vampiros e lobisomens.


Deixando o roteiro de lado, a “saga” Crepúsculo já conta com seu 4º diretor (Bill Condon) e mesmo sendo uma produção milionária com recursos de sobra para fazer qualquer coisa, Amanhecer continua esbarrando nos mesmos problemas técnicos que seus antecessores, contando com uma maquiagem muito carregada, artificial e ruim dos vampiros e os terríveis efeitos especiais empregados na concepção dos lobisomens num trabalho verdadeiramente amador. Mas há uma exceção nos dois casos: Bella, que quando debilitada pela gravidez conta com uma maquiagem bastante convincente e mesmo pode ser dito dos efeitos empregados na sua aparência física esquelética.

Outro problema antigo, mas esse irreparável é a reunião do pior elenco de um filme teen já produzido. Robert Pattinson continua interpretando o mesmo personagem apático e afeminado, do qual parece que ninguém nota seu machismo com Bella. Lautner desistiu de atuar e entregou seu personagem aos seus músculos. E Kristen Stewart...bom essa sim parece se sair bem de certa forma, uma vez que teve nos quatro filmes a mesma cara doentia e sem emoção , nesse episódio pelo menos sua debilidade física justificam essa expressão. O melhor do filme inteiro (e o que garantiu seu único ponto na nota) é Bill Burke na sua cena que como policial e pai dá o seu recado sarcástico e bem humorado ao casal recém-formado, em especial, em sua cerimônia.

Eu não costumo dizer pra ninguém pra assistir ou não um filme porque este é ou não é bom, acredito que cada pessoa tem seu modo de pensar e cada um é quem deve avaliar o que assiste, mas dessa vez me vejo obrigado a fazer uma exceção e com certeza NÃO recomendo a ninguém assistir não só o Amanhecer – Parte1, como todos os seus antecessores e o próximo que virá, pois são uma perda de tempo e um exercício de péssimo gosto, denegrindo o status de arte que o cinema possui. Ao invés disso, vá ler um bom livro (o que definitivamente exclui a “saga” Crepúsculo).

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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Contágio



NOTA: 7

Imagine viver num mundo onde o inimigo possa estar em qualquer lugar, qualquer lugar mesmo! No ar, no contato com uma pessoa ou até mesmo no mouse que você tem sob as mãos agora. É exatamente essa a sensação que Soderbergh imprime nas duas horas de projeção de seu mais novo longa, Contágio, ao tratar de uma epidemia que custa a vida de dezenas de milhões de pessoas que já não sabem mais como se prevenir de um vírus que está em todo o lugar. Uma obra bem arquitetada que causa certo temor em quem assiste justamente por saber que naquele universo nada é seguro e nada impede que o que acontece no filme se concretize no nosso mundo. E já tivemos uma amostra - senão da força da doença, apenas do medo de contraí-la - dessa sensação há dois anos com a gripe suína.

Em Contágio, uma epidemia sem precedentes vinda da Ásia está matando milhões e milhões de pessoas em todo o mundo. A população está em pânico, pois ao que tudo indica o simples contato físico com qualquer objeto tocado por um infectado é suficiente para contrair a doença. Nesse cenário, os cientistas buscam desesperadamente uma cura que parece não chegar, os governos se mostram desorientados em conter a provável catástrofe, a imprensa se divide entre informar e fazer sensacionalismo enquanto a população regride a um estado primitivo em busca da sobrevivência.

Contágio teria sido um filme comum e facilmente descartável não fosse a direção de extrema competência de Steven Soderbergh que inteligentemente inicia a narrativa no segundo dia da epidemia já colocando desde início uma interrogação que perduraria até o fim do filme sobre o que a desencadeou. Outro aspecto interessante é a fotografia que privilegia enquadramentos em detalhes como copos, jornais e mãos, apontando pra gente a todo o momento o que causava a transmissão da doença, coisa que os personagens demorariam dias pra saber.

Contudo, um dos problemas do longa é a edição rápida e repleta de cortes que ao mesmo tempo que é necessária devido ao excesso de sub-tramas, peca justamente por não permitir que o espectador tenha tempo de se identificar com essas histórias. Quando começamos a nos identificar com o drama de Matt Damon de no mesmo dia perder mulher e filho um corte nos leva para o Departamento de Saúde, daí quando começamos a nos identificar com Laurence Fishburne tomando ciência da epidemia, um novo corte nos leva à Asia com Marion Cotilard e por aí vai até o fim.




 Ainda bem que Soderbergh já previa esse problema e tenta corrigi-lo convocando um excepcional time de estrelas para o elenco como pouquíssimas vezes se vê na tela. São três Oscars e mais de dez indicações  à estatueta na tela. Além dos três nomes citados acima, o casting ainda conta com Jude Law, Gwineth Paltrow e Kate Winslet. E o interessante é que quem descobre a vacina para a doença é exatamente uma atriz pouco conhecida do grande público (Jennifer Ehle), reforçando que nesses casos quase sempre os verdadeiros heróis ficam nos bastidores.

Mesmo comprometendo boa parte do desenvolvimento do roteiro com o excesso de sub-tramas, Contágio acaba tendo o saldo positivo por se mostrar um ótimo documento em apresentar as diversas esferas e o modo que atuam frente a uma situação adversa, algo que Fernando Meirelles deveria ter feito em Ensaio Sobre a Cegueira mas conseguiu um efeito muito menos impactante.

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Trailer Tropa de Elite 3 - O Retorno do Renegado

Trailer fake feito pelo meu grupo da faculdade ESAMC Campinas, o grupo Pégasus.

SINOPSE: Em novembro de 2010 o crime havia tomado conta do Rio. Quando o governo não tinha mais saída, chamou de volta aquele que havia expulsado no passado: o Capitão Nascimento. Mas dessa vez ele não vai pra guerra sozinho, terá a ajuda de Barney Ross e seus mercenários para derrubar o império de medo e violência de Zé Pequeno.


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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Gigantes de Aço



NOTA: 8


Existem filmes que são tão marcantes que provocam na gente algo que eu chamo de Efeito Chaves, que acontece quando o prazer em ver a obra é tão grande que, assim como no seriado do SBT, você pode assistir mil vezes e ainda ter aquela sensação de estar assistindo pela primeira. Um dos títulos que mais provocam esse efeito é Rocky, Um Lutador, filme que revelou Stallone, numa extraordinária e surpreendente história de superação tomando como temática o universo do boxe. E é surpreendentemente agradável poder 35 anos depois assistir Gigantes de Aço fazer uma ótima homenagem a esse eterno filme, adaptando de forma brilhante o mundo da robótica com o do pugilismo.

Em Gigantes de Aço, num futuro não muito distante (2020) o boxe como conhecemos foi extinto pela ascensão do MMA que atraia muito mais público e investimento. Porém, o esporte passou a ser praticado por gigantescos robôs controlados por controle remoto e que garantem um verdadeiro espetáculo de destruição. Charlie é um ex-pugilista que participa de lutas clandestinas de robôs e está completamente endividado. Quando é obrigado a passar o verão com o filho que havia abandonado, Max, a dupla em constante atrito descobre um antigo e fraco modelo de robô, Atom, e começam uma jornada de auto-descoberta e muitas batalhas para desafiarem o imbatível e assustador campeão mundial: Zeus.



O mais interessante de Gigantes de Aço é a incrível capacidade do design de produção em conceber um futuro que, embora mais desenvolvido que o presente, não está tão distante da nossa realidade. Não foi feito o apelo óbvio em encher a tela de carros voando ou roupas com néon para mostrar o avanço no tempo. Apenas celulares, computadores e carros um pouco mais avançados que os nossos, mas tudo dentro do esperado. Apesar de parecer teoricamente simples, essa foi uma opção bastante ousada se levar em conta o quanto recorrem a tentação de fazer o óbvio hoje em dia. Até mesmo os robôs são concebidos de modo aceitável e não extrapolando com o aspecto exacerbado que serve apenas como mero efeito pirotécnico, como é o caso de todos os robôs da trilogia Transformers.

Além disso, aquela técnica dos constantes cortes em cenas de ação que passam apenas a sensação do que acontece e não o que há de fato é completamente descartada pela edição que não deixa o público perder um movimento sequer das lutas, fazendo o uso de cortes secos apenas quando estes são necessários pra dar movimento a cena. Mas com certeza isso não seria possível se não fosse o ótimo trabalho da equipe de efeitos especiais na construção meticulosa da estrutura e nos movimentos de cada robô, inclusive conseguindo realizar o feito de conferir sentimentos numa máquina apenas lhe dando um par de olhos azuis tristonhos. Prova desse foco nos detalhes são os movimentos quase imperceptíveis que Atom faz quando imita seu dono movendo a cabeça, ou triviais como tomando refrigerante.



E a boa química entre a dupla de protagonistas, Hugh Jackman e Dakota Goyo, conferem um excelente peso na trama da relação entre pai e filho, conseguindo emocionar o espectador que esperava ver apenas a pancadaria entre as máquinas.

O longa só peca em alguns detalhes do roteiro como não deixar muito clara a frustração de Charlie com sua carreira de boxeador sem sucesso e seu romance com Bailey (Evangeline Lilly) totalmente desnecessário a narrativa.

Ademais, Gigantes de Aço faz uma excelente referência futurística a um subgênero praticamente inventado por Silvester Stallone, criando um robô que assim como Rocky era um azarão que com muita determinação e força de vontade (obviamente me referindo a dupla Charlie e Max e não a uma máquina) não baixa a cabeça para os piores desafios, mostrando com muita garra seu valor, provando que até a mais frágil criatura pode conquistar seus objetivos quando acredita fielmente neles. Será que esse será mais um exemplo de Efeito Chaves?

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Os Três Mosqueteiros



NOTA: 5

SINOPSE: No século XVII, a França é um reino abalado, mergulhado numa guerra contra a Espanha e que vê a ameaça de mais uma, contra a Inglaterra, se aproximar. Seu rei, Luís XIII é fraco, jovem e ingênuo, um prato cheio para seu tutor, o Cardeal Richelieu executar seu plano de tomar o reino francês pra si. Mas o jovem monarca tem a seu dispor três corajosos mosqueteiros (Athos, Portos e Aramis) que junto com o audacioso D’Artagnan, pretendem frear os planos do cardeal e salvar a França do desastre iminente.

Há histórias que por uma série de motivos jamais dariam um bom filme. Seja pela falta de ação, pela complexidade dos personagens ou até mesmo pelo seu argumento, elas acabam se limitando apenas às páginas impressas e capas duras. E Os Três Mosqueteiros se encaixa perfeitamente nesse time. Apesar de uma excelente obra literária, as subtramas excessivas e o desfecho nada agradável para os fãs do happy end tornam a história inapta para os cinemas. Mas parece que isso ainda não foi percebido por Hollywood que vem de mais uma de uma série de adaptações do livro e ainda não conseguiu dar vida e sobretudo algo interessante ao público em sua entrega.


A nova versão, com roteiro adaptado assinado por Andrew Davies, cai na mesma armadilha que suas antecessoras trazendo às telas uma história previsível do começo ao fim e situações de extrema pobreza criativa para dar continuidade ao longa. Enquanto em outras versões a sede de vingança de D’Artagnan por Rochefort se dava pelo fato do último ter matado seu pai, nessa a rixa acontece porque ele simplesmente ofendeu seu cavalo (acreditem, é por esse motivo mesmo). Além disso, há um diálogo totalmente contraditório entre ele e Athos no último ato, onde o mosqueteiro aconselha o jovem a lutar por amor quando sua paixão, Constance, estava em perigo. Logo ele que acabara de matar sua antiga amada por muito menos que isso.

O resultado de um roteiro fraco? Encher o filme de efeitos especiais que, embora bem interessantes (especialmente na cena do redemoinho que se forma no canal em Veneza, ou os dirigíveis ingleses) acabam sendo a mesma solução de sempre para maquiar uma história pobre. Mas Os Três Mosqueteiros tem o mérito de fazer uso de excelentes figurinos, especialmente de Milady que servem para mostrar uma inocência e a torna uma assassina ainda mais imprevisível. Além disso, as locações são belíssimas, fazendo uso dos prédios originais da época como o Palácio de Versales, a sede da monarquia.

O mesmo não se pode dizer das atuações fracas de um modo geral e que contam com elenco inconsistente na sua composição. Apenas os antagonistas são representados por atores conhecidos. Em 2009, com o lançamento de Bastardos Inglórios, Cristoph Waltz faz uma das melhores interpretações que vi na vida, vivendo o general Hans Lada que era meigo, gentil e cavalheiro por fora, mas por dentro era um monstro. Esse papel tornou famoso e rendeu o Oscar a um ator até então desconhecido do grande público. Waltz aparentemente prometia ótimas interpretações. O problema é que nos seus três filmes subsequentes (Água para Elefantes, Besouro Verde e Os Três Mosqueteiros) ele interpreta personagens exatamente com o mesmo perfil que seu primeiro, o que faz parecer que assim como Johny Depp ele é limitado a alguns tipos de papéis. A única atuação que realmente merece algum mérito é a Milla Jovovovich, interpretando uma femme fatale em seu melhor estilo. No mais, há apenas personagens clichês como o serviçal bobo e engraçado, o jovem briguento, o rei covarde etc, etc.


Assim como seus antecessores, a nova versão de Os Três Mosqueteiros não surpreende. Talvez o mais interessante seja deixar de tentar adaptar o livro e criar algo totalmente novo, como foi feito em O Homem da Máscara de Ferro, uma ótima trama que envolve os três heróis e boa parte do contexto de seu texto original. Como ficou evidente que teremos uma sequencia, é esperar para ver algo melhor do que seu primeiro episódio e que o roteiro caminhe com as próprias pernas.

 
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O Rei Leão



NOTA: 10


O Dia das Crianças está chegando e queira ou não todo mundo acaba sendo um pouco nostálgico nessa época. Quando criança ir ao cinema era um verdadeiro evento pra mim. Não haviam muitas salas próximas, dependia da minha mãe pra ir, então nas poucas vezes que ia era uma experiência memorável, um acontecimento único.

Mas uma dessas vezes foi ainda mais especial. Era 1994, acontecia a Copa do Mundo do tetra e como era férias de julho insisti pra minha mãe me levar pra ver um filme. Quando chegamos lá, fomos assistir O Rei Leão e eu fiquei realmente fascinado por tudo que vi, rindo nas horas boas e chorando nas tristes. Nunca me esqueci de nenhuma cena (um feito se levar em conta que ainda demorariam 12 anos pra ser inventado o YouTube). Mas acima de tudo, a maior contribuição dessa obra prima da Disney na minha vida foi ter feito despertar a paixão pelo cinema e o desejo intenso de fazer parte daquele mundo. Evidentemente que não sabia nada de teoria de cinema naquela época. Foi a magia daquela arte de emocionar e inspirar as pessoas que me motivou.

Sendo assim, não poderia deixar de escrever sua crítica nessa data, especialmente porque ele acaba de ser relançado em DVD e em Blu-Ray. E admito que pela primeira vez serei mais passional do que crítico num texto.



Na savana africana, Mufasa é um rei leão sábio que preserva a paz e o equilíbrio em seu reino. Ele é pai de Simba, um filhote que sonha com o dia em que será rei como o pai e vive criando confusão. Ele é sobrinho de Scar, um astuto e perverso leão que pretende matá-lo para ser o mais próximo na sucessão ao trono. Quando enfim consegue, Simba é exilado e retorna anos depois pra destruir o império de maldade de seu tio e retomar o que é seu.

Um dos pontos mais importantes de O Rei Leão é a incrível capacidade de seu roteiro quase shackesperiano conseguir ser simples e divertido o bastante para as crianças e profundo e reflexivo aos adultos. Ao mesmo tempo que nos comovemos com o árduo caminho trilhado por aquele leãozinho, aprendemos valores simples como a maturidade, o senso de dever e que poder e liderança dependem muito mais de coragem e respeito ao próximo do que mera herança sanguinea ou material, tudo isso na jornada daquele pequeno filhote até se tornar um legítimo rei, permitindo que o ciclo da vida perdure em seu reino e todas as raças possam evoluir e conviver em harmonia.

Há uma carga emocional triste imensa (a morte de Mufasa, o exílio de Simba e a falta de esperança daquele reino imposto por Scar) que tudo indicava que seria uma das animações mais melodramáticas já feitas. Mas o esforço conjunto de toda a equipe (dos desenhistas aos dubladores) fez com que personagens secundários engraçadíssimos e extremamente marcantes (algo raro) fossem concebidos. E é claro que dentre todos eles me refiro principalmente a dupla Timão e Pumba, dona de um dos bordões de auto-ajuda mais famosos de todos os tempos (e que uso frequentemente na minha vida): Hakuna Matata, duas palavras que são uma verdadeira lição de vida.

E não só esse bordão, mas as canções de Elton John (que lhe renderam o Oscar) junto à trilha sonora de Hanz Zimmer criam uma identidade tão forte que basta até o mais leigo dos espectadores ouvir poucas notas para fazer a ligação direta com o filme.

Sem contar com o altíssimo grau de exigência da Disney em dar atenção à sua produção a todos os detalhes, não deixando nem mesmo um pequeno apanhado de pedriscos imperceptíveis, como na cena onde são exatamente esses pedriscos tremulando no chão que servem de indício a Simba de que a manada de gnus se aproxima. Além de genial, é uma profunda relação de respeito com seu público.


Mesmo 17 anos depois a Disney conseguiu produzir em mim aquele mesmo êxtase, paixão e desejo de pertencer àquele mundo como quando eu tinha apenas 9 anos, e talvez esteja aí minha fascinação por essa arte: mesmo tendo vivido diversas experiências nesse período, passando por várias dores e alegrias, trabalhando e fazendo faculdade, conseguir pelo menos por 90 minutos me sentir uma criança no seu melhor sentido: naquele em que só vemos esperança, alegria e felicidade no mundo. Obrigado Disney e HAKUNA MATATA pra você leitor.

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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Kill Bill - Volume 1 e 2



NOTA: 10


Mais uma semana que não consigo ir ao cinema, muita correria. Mas pra não ficar sem escrever mais uma vez, ao invés de fazer a crítica de algum filme que está em cartaz, nessa edição vou falar de uma saga que sou viciado e por um acaso vi novamente há alguns dias: KILL BILL.

E a escolha dela em especial não é só por mera afinidade, mas também por ser um ótimo exemplo de uma obra prima recente, um perfeito exercício de estilo de Quentin Tarantino que conseguiu transformar dois gêneros de classe B, westerns e samurais, num espetáculo único do cinema que somente um gênio como ele pode proporcionar.


Dividido em 2 partes (ou melhor, volumes), conhecemos a história de ???? (é isso mesmo, seu nome não é revelado, ela é conhecida apenas como A Noiva) uma antiga assassina que decidida a abandonar sua profissão e viver de modo simples no interior, é vítima de uma chacina praticada pelos seus antigos colegas no ensaio de seu casamento, grávida e prestes a dar a luz. Baleada na cabeça, ela fica em coma durante 4 anos até que acorda e inicia uma onda de vingança ao estilo samurai para punir todos os que mataram seu noivo, amigos e filha, perseguindo especialmente o líder do bando e seu antigo amante, Bill.

Por muitas razões Kill Bill é uma obra-prima: seu roteiro muito bem elaborado que prende a atenção do público desde seu início até o fim; o elenco extremamente profissional selecionado a dedo, além da direção de um verdadeiro gênio da sétima arte: Quentin Tarantino.

Por que seu roteiro é genial?

Por três motivos. O primeiro é que a trama nunca se esfria, tem um ritmo acelerado e sempre que o espectador está relaxando algo acontece e o obriga a grudar na tela novamente. O filme começa com uma chacina, poucos minutos depois há uma luta mortal entre A Noiva e Verneta Green e por aí vai até o fatídico encontro com Bill no final do Volume 2.


Segundo, ele consegue ser claro na construção e desenvolvimento da história mesmo não sendo essa linear com começo, meio e fim. Há o uso constante de flashbacks interrompendo sua continuidade, além disso repare que o Volume 1 começa pelo final, pois quando a Noiva estaciona sua caminhonete para executar sua “primeira” vítima (Verneta), o primeiro nome da sua lista negra já está riscado e é justamente quem veríamos ela enfrentar em seguida, O-Ren Shi. E terceiro, a súbita mudança de um ambiente completamente enraizado na cultura oriental, com toda a beleza e filosofia samurai no Volume 1, para um ambiente de velho oeste apático e sem vida no Volume 2. Uma mudança súbita, porém sutil.


Por que a direção é genial?

Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios, A Prova de Morte) é um aficionado por filmes de samurais, bang-bang e quadrinhos, e ele consegue de forma magistral transportar essas três paixões para dentro do universo de Kill Bill. Porém, a chance de cair numa armadilha misturando gêneros tão ignorados era enorme. Solução? Tarantino fez deixar claro logo de cara que tudo não passava de uma ficção, o que permitiu a ele abusos sem restrições. Enquanto no Volume 1 o foco é nos banhos de sangue e violência exagerada e surreal e da onipotência da protagonista, o Volume 2 é mais centrado em revelações importantes da trama como a aparência até então oculta de Bill, o nome da Noiva, Beatrix Kiddo, e uma importante descoberta sobre sua filha. É muito mais sério e centrado na disciplina, não só na contenção da violência e na onipotência da protagonista, que agora por mais de uma vez quase vê seus planos ruírem, mas também com longas cenas que mostram o treinamento rígido de Beatrix com Pai Mei, além de seu relacionamento íntimo com Bill, que tornavam ainda mais complexa sua vingança.

Por que as atuações são geniais?

Porque cada ator parece ter sido a escolha perfeita para seu papel. Beatrix precisava ao mesmo tempo ser bela e sedutora o suficiente para ser subestimada, mas mortal e inteligente o bastante para ser temida. Ninguém melhor que Uma Turman para vivê-la que sempre se alterna nesse tipo de papel, mas que aqui consegue fundir esses dois estilos de atuação.

Bill precisava ser um homem educado, gentil e sábio para ser admirado, mas extremamente frio, cruel e egocêntrico para amedrontar com suas palavras doces. Resultado? David Carradine na melhor atuação da sua vida, vivendo com seu Bill dois tipos de personagem que marcaram sua história: guerreiros e cowboys. E ainda há o privilégio de contar com uma excelente gama de atores que vão de Daryl Hana a Michael Madsen, com personagens no mínimo excêntricos.

KILL BILL é histórico e incansável de assistir. Aliás, tudo que Tarantino faz tem essa característica. Fazia tempo que queria fazer esse review porque filme é algo eterno e que não tem idade e mesmo completando quase 10 anos de seu lançamento, essa saga ainda continua atual e um ícone a ser seguido. E se preparem, pois em 2014 ele prometeu Kill Bill Volume 3.







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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Planeta dos Macacos - A Origem



NOTA: 9


Desde o ano passado vem se tornando uma tendência o relançamento de sagas famosas ao invés de prolongá-las com mais seqüências cansativas e sem criatividade (como foi com Piratas do Caribe 4). E essa atitude vem colhendo bons frutos, dando a oportunidade de corrigir eventuais erros de seus filmes antecessores, adaptá-los à tecnologia atual, aprofundar o conhecimento sobre sua história e até mesmo mudar o desfecho do que já havíamos visto no passado. E Planeta dos Macacos - A Origem vem pra confirmar que essa é uma ótima abordagem para ser explorada, pois junto com X-Men – Primeira Classe, talvez seja o filme que proporciona as melhores discussões e reflexões ao sair da sessão de cinema nesse ano, apresentando nossa sociedade que na sede de evoluir cada vez mais, acabou encontrando sua extinção.

Em Planeta dos Macacos – A Origem, James Franco interpreta um neurocientista que desenvolveu um vírus para combater o mal de Alzheimer. Sua invenção é testada em macacos que desenvolviam uma inteligência acima do normal. Após um acidente em seu laboratório, todas as suas cobaias morrem à exceção de um chimpanzé, César, que possui praticamente todas as habilidades humanas, a ponto de acreditar ser um. Tomando conhecimento de que é um ser diferente e alimentando um sentimento de completa decepção e desprezo com a raça humana, César reúne outros macacos e decide formar sua própria civilização.



O roteiro, assinado pela dupla Rick Jaffa e Amanda Silver, se alterna entre momentos brilhantes e outros nada criativos e em alguns casos desnecessários. A namorada de James Franco, por exemplo, não tem qualquer função na história. E soa no mínimo ridículo ela se revoltar em descobrir que César possuía todas as suas habilidades em função de um vírus, sendo que era evidente que ele não poderia ter nascido assim. Além disso, acho condenável essa fórmula clichê onde o Homem se condena pela sua ambição de evoluir quebrando paradigmas, como se isso fosse algo prejudicial, quando na verdade esse desejo insaciável de crescer foi o principal fator de termos nos tornado a espécie dominante da Terra.

Porém acerta em cheio na comparação que faz entre as duas espécies, homens e macacos, e sua evidente troca de papéis no longa. Enquanto os humanos desenvolvem um vírus com objetivos puramente comerciais ou torturam os animais apenas por tédio, os macacos aprendem pouco a pouco a se entender, se unir e se desenvolver em sociedade diante de sua condição de vítimas, criando um senso de “humanidade” tão elevado a ponto de César proibir seus iguais de matar qualquer pessoa, mesmo que estas estivessem os perseguindo, caçando e em alguns casos, matando. Seu objetivo era unicamente conviver em paz com seus pares. Ou seja, nós, de tão evoluídos nos tornamos cegos e fomos a razão de nossa decadência, e não os macacos apenas por terem ganho um pouco mais de inteligência.



Mas esse bom argumento do roteiro talvez não conseguisse imprimir o mesmo impacto no público se não fosse a competente direção de Rupert Wyatt que busca não deixar de modo algum visualmente latente a diferença entre homens e macacos, empregando em seu filme a mesma tecnologia em efeitos especiais utilizada em Avatar. César não é totalmente criado em computador, ele é interpretado por Andy Sarkis (o mesmo ator que viveu Gollum na trilogia Senhor dos Anéis) cuja aparência é transformada na do símio. E o exagero nas piruetas e malabarismos do protagonista dirigidas por Rupert podem até conter um certo excesso de vaidade, mas não dá pra negar que seu talento em fazer tudo aquilo parecer real e verossímil é sensacional. E esse mesmo cuidado com a perfeição pode ser estendida aos outros babuínos que embora em ora sejam animais de verdade, nos momentos de ação são todos digitais, com seu corpo e movimentos impecavelmente bem trabalhados pela equipe de computação gráfica.

Como um todo, Planeta dos Macacos – A Origem não chega a ser brilhante por conter uma série de pequenas falhas e elementos desnecessários, além de ficar ainda aquém de seus antecessores. Mas apenas pelo fato de reiniciar tão bem uma saga histórica e propor um bom exercício de reflexão sobre a condição humana, merece muito mérito. Sendo assim, prefiro ser otimista e criticar pouco dessa vez. Que venham mais relançamentos, o próximo é o Homem Aranha.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Rei Leão é relançado em 3D nos cinemas

Depois de Os Smurfs, mais um filme para as crianças grandes curtirem nos cinemas e matar as saudades de Simba, Timão, Pumba e seus amigos.

A Disney lançou nesta sexta nos cinemas de todo o mundo a versão remasterizada e em 3D desse que é um dos seus maiores clássicos (e o meu favorito).

Curtam o trailer e não percam porque é demais!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Lanterna Verde



NOTA: 2


Confesso que desde que começou a se falar de Lanterna Verde duvidava que seria um bom filme. Não por algum aspecto especial, mas tão somente porque esse é um gênero que vem se tornando extremamente cansativo e, a exceção de O Homem de Ferro e Batman, não traz absolutamente nada de novo ao público, recorrendo quase sempre ao excesso de efeitos especiais para maquiar sua má qualidade. Mas ainda assim não esperava que Lanterna Verde conseguiria ser tão ruim assim, a ponto de superar Transformers 3 como um dos piores filmes do ano.

Em Lanterna Verde, Hal Jordan (Ryan Reynolds) é um piloto ousado e irresponsável da força aérea americana que recebe de um alienígena moribundo um poderoso anel verde que lhe confere poderes inimagináveis. Descobrindo outros guardiões com poderes semelhantes aos seus num planeta chamado Oa, Hal precisa se preparar para defender a Terra da ameaça de Pallanx, um monstro amarelo que se alimenta do medo e pretende destruir todo o universo, começando por nós.

A lista de problemas e defeitos de Lanterna Verde é enorme, mas aqui vou me concentrar em dois deles: o design de produção e o roteiro.

A concepção do planeta Oa, uma espécie de QG dos lanternas verdes, é de péssimo gosto. É escuro e possui um aspecto que gira entre o pré-histórico e o apocalíptico. E o mais curioso é que os guerreiros se gabam de serem mais inteligentes que os humanos, mas pelo menos nos quesitos arquitetura e bom gosto, ponto pra gente. Na verdade, chega a desanimar saber que a paz no universo depende daquele planeta que parece que já foi destruído há tempos. Além disso, outros elementos são inseridos sem nenhum propósito, como aquela espécie de bateria que Hal Jordan recebe junto com seu anel, que literalmente recarrega seus poderes. Eu ficava me perguntando: o que aconteceria se durante uma batalha a “bateria” do anel simplesmente acabasse? E os efeitos especiais são terríveis, de todas as vezes em que citei até hoje seu uso para disfarçar um mau filme, nunca o fato foi tão latente quanto aqui. Ruim em qualidade e imaginação. Inventar uma catapulta verde pra dar um contra ataque? Salvar um helicóptero da queda transformando-o num autorama?


Escrito pelo trio Greg Berlanti, Marc Guggenhein e Michael Green, o roteiro se mostra perdido e com uma séria dificuldade em criar uma trama realmente envolvente. É exposto um trauma de infância de Jordan relacionado à morte de seu pai num acidente aéreo, mas isso nada implica na história e por mais que se tente mostrar como isso o afeta, tal tentativa não funciona em nenhum momento. Até porque é um contra senso ficar traumatizado em ver o pai morrer num avião e se tornar um piloto quando adulto. Além disso, a falta de criatividade em criar uma boa trama é tão evidente que fazem com que o trio apele para algo até então inédito nesse gênero: o herói indo agradecer sua vítima por tê-la salvo. Ahn? É isso mesmo, o Lanterna Verde vai à casa de sua amada, Carol (Blake Liverly), para agradecer por tê-la salvo, apenas para fazer uma ponte para aproximar o casal, numa cena que termina numa briga confusa e sem propósito.

O único ponto forte de Lanterna Verde (e o que garantiu seus 2 pontos na nota) é a boa atuação de Ryan Reynolds no papel do herói. Uma escolha muito bem acertada, pois ele consegue sempre em seus trabalhos dosar muito bem os momentos de seriedade e humor de seus personagens. Assim como Tony Stark em O Homem de Ferro, seu Hal Jordan ao mesmo tempo em que mostra estar apto para assumir tamanha responsabilidade que seus poderes lhe conferem, imprime com ótimo humor e até com certo carisma seus pontos fracos, como a ousadia inconseqüente às vezes e sua queda pela ex-namorada.


Diferente dele, Peter Sarsgaard, um excelente ator, decepciona com um Hector Hammond que não exerce praticamente nenhuma função na história. E se por um lado, o trabalho de maquiagem feito nele é espetacular, por outro nunca fica claro se sua maldade é conseqüência de seus problemas pessoais – a indiferença do pai, a recusa de Carol – ou se é proveniente de um tímido desejo de poder e pessimismo em relação a humanidade.

Finalizando, o bom de Lanterna Verde é servir de exemplo de como o gênero herói precisa ser repensado, pois em 10 anos foi extremamente explorado, porém pouco inovado. Façamos as contas: 3 Homem Aranha, 3 Transformers, 2 Batman, 2 Hulk, 2 Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Demolidor, Elektra, Wolverine, Motoqueiro Fantasma e por aí vai. Nesses 18 títulos tentem encontrar alguma diferença realmente relevante entre eles. A exceção dos uniformes dos personagens e de Batman e Homem Ferro, duvido que encontrarão alguma coisa. Chegou a hora de mudar!

IMPORTANTE: Há uma cena após os créditos que revelam uma provável continuação ao longa.

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